terça-feira, 30 de novembro de 2010

Apresentação


Página da Minha Vida

Olá amados. Este espaço intitulado Páginas da Minha Vida foi criado para que vocês conhecessem um pouco da minha história.  Como todo ser humano, possuo momentos alegres e tristes, de dor e prazer, de amor e "ódio", de derrotas e vitórias. As informações aqui contidas provém de lembranças mantidas pelo tempo, em minha memória, desde pequena e, outras colhidas por terceiros que presenciaram minha existência. Há mais ou menos uns 2 (dois) anos iniciei minha biografia. fazê-la foi a forma que encontrei para manter vivas minhas lembranças. rostos, momentos, etc... porém, perdi parte das informações que colhi num erro ocorrido ao salvar os arquivos. Isso me desanimou a continuar  escrevendo. Logo, o que permaneceu intacto será postado, quem sabe meu ânimo de continuar escrevendo não ressurge como a fênix. Vale ressaltar que, como redigi minha biografia apenas para não perder minhas recordações, sem intenção de publicar, não tomei cuidado em manter um português formal nem fiz uso de um vocabulário rico e bem redigido. Fui super coloquial e dialética ao escrever. Resumindo: fui originalmente simples. Pois é assim que sou. Vamos lá. Boa leitura.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

DEDICATÓRIA

Ao meu amado pai Antônio José (Tota), que sempre esteve comigo, independente dos maus tempos, tendo sido pai, mãe e amigo durante toda a minha existência e que seja ainda por muitos tempos mais; ao meu irmão Antônio Fábio (Fabinho), por ter sido meu companheiro de travessuras e por ter compartilhado toda a sua vida e sofrido junto comigo todas as coisas que uma criança não deveria jamais sentir e viver; ao meu irmão de criação Lucivaldo, por ser quem mais me compreendeu na fase de minha adolescência; aos meus avós maternos João Costa( Joãozito), que já não se encontra mais nesta efêmera vida, e Clarisse Costa (D. Dudi);

À minha mãe Lusvanira Costa (Vanira), a quem devo tudo o que se passou em minha vida, incluindo a minha própria existência.

À Deus, por ser pai zeloso.

domingo, 28 de novembro de 2010

Introdução breve

           Nunca pensei que fosse tão difícil escrever sobre mim tendo, eu , todas as lembranças de minha existência gravadas bem no fundo da memória.
           Lembrança de bons e maus tempos. Na verdade, torna-se difícil porque não tenho o hábito de escrever, mas, sim, de ler e também porque não sei por onde começar, pois, nem tudo, na escrita, como muitos imaginam, tem seu início no começo.
          Elaborar esta auto biografia não passa de uma tentativa de manter viva as lembranças de minha vida e, pelo que percebo, esta não será findada nem tão breve. Não é porque eu seja muito velha e tenha muita coisa pra falar , mas sim, porque a vida, embora que efêmera, continua seguindo a sua sina, até que a morte venha ceifá-la. Isso é assustador, sabiam(?), porque não se sabe quando a morte vem, consequentemente, sendo esta uma obra contínua, poderá nunca chegar ao seu fim mesmo tendo eu partido, pois ninguém pode descrever-me melhor do que eu mesma.

          Mas deixemos de falar de morte, pois sobre sentir medo da mesma, Dacosta & Silva, em seu livro Poesias Completas relatou algo muito sincero e as palavras dele faço as minhas também:“ O que perturba e intimida o meu espírito fraco não é a certeza da morte, mas a incerteza da vida”, e esta talvez seja também a incerteza de muitos viventes efêmeros.
        Pensei em fazer um retrocesso de minha existência, mas acho que ficaria cansativo para os leitores e pouco atrativo. Comprometo-me à tentar elabora-lo da melhor forma possível.
        Como não tenho pretensão de divulgar estas lembranças, não tomarei o cuidado que os editores de livros têm, com a estética de um livro a ser editado, nem tão pouco me lixarei com o vocabulário...

       Descreverei, com minhas palavras simples, a minha também simples, mas feliz vida.
Se alguém estiver lendo este livro por um acaso, inclusive eu, sinta-se convidado à navegar nas minhas humildes lembranças, junto comigo.

Vamos lá...


sábado, 27 de novembro de 2010

Origem

           Nasci aos 16 de dezembro de 1988, finzinho da década de 80, no UMMS- Unidade Mista Maria Silva, único hospital de Itapetim.
            Falarei um pouco da história e coordenadas geográficas da minha cidade.
Na segunda metade do Século XVIII, quando nesta região só habitavam os índios BABICOS, chagaram os portugueses Pedro Mendez de Barros e Manoel Inácio da Cunha, os quais se fixaram na terra, dedicando-se ao cultivo de milho, feijão, mandioca, batata-doce, e criação de gado.
         No dia 1º de janeiro de 1798 os portugueses Pedro Mendez e Manoel Inácio doaram as terras do Rio Pajeú à corporação da Mão Morta da Diocese de Olinda – PE.
ITAPETIM teve em passado remoto o original nome de UMBURANAS, em conseqüência da existência de muitas árvores do mesmo nome, aonde os homens em face de uma travessia aqui existente costumavam utilizar a sombra das citadas árvores para repousos e fazerem suas trocas comerciais.
         Pelo Decreto n.º 92 de 31 de Março de 1928, o povoado de Umburanas passou a chamar-se SÃO PEDRO DAS LAGES.
         Em 31 de Dezembro de 1943, em face da coincidência de nome com uma cidade do Estado de São Paulo, pelo Decreto-Lei n.º 952 foi alterado o nome da VILA DE ITAPETININGA. Itapetim foi elevado à categoria de cidade a 29 de dezembro de 1953, desmembrado do município de São José do Egito, e o município foi instalado a 01 de junho de 1954, com área de 216km² e 14.491 habitantes. Estou entre esses 14.491 habitantes. A maior parte dos munícipes é da família Piancó, que é também a minha família.
        Quando eu era criança ouvi muito as pessoas falarem que Itapetim foi construída dentro de um buraco, e também que é fora de linha. Lembro-me também que minha tia Teresa (irmã do meu pai) falava que aqui foi construído no meio de um cocô de vaca. Não sei porque (rrsrss). Um dia eu pergunto isso a ela e volto para escrever para você que possivelmente esteja lendo esse livro.
       Falarei como bem ressaltou o meu querido escritor Charles Kiefer, em sua obra Caminhando na Chuva, ao descrever Pau D’Arco: Itapetim é “o pano de fundo, a tela em que o filme há de se desenvolver”, todo mundo conhece todo mundo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

FILIAÇÃO E NASCIMENTO

Bem, como já adiantei no início, nasci no finalzinho da década de 80, numa quinta feira, às 9 horas e alguns minutos,no UMMS. 
Meu pai se chama Antônio José, popularmente conhecido como Tota do mel ( no desenrolar da história você saberá porquê); minha mãe se chama Lusvanira. 
É isso mesmo que você leu : Lusvanira. 
Estranho não é? Ela não tem apelido. 
O nome dela foi escolhido pelo meu avô e era o nome de uma índia que era esposa do avô dele, no caso, bisavó da minha mãe. Agora, não foi só por isso que ele colocou esse nome horrível não. O colou porque, para ele, esse nome era muito lindo.

Eu era o segundo filho do casal e, depois de mim, veio o Eudinho, mas faleceu aos 3 anos. Minha mãe conta que não sentiu dor em me dar a luz. A bolsa estourou antes do tempo, aos 08 meses. Como estava pertinho do nascimento, tudo já estava pronto para quando eu chegasse. Só não haviam escolhido o nome ainda. Eu nasci doente. Tinha uma bolha de ar na minha cabeça. Isto me ameaçava a vida. Desesperada, minha avó recorreu à fé que tinha em esculturas, à N. Senhora de Fátima. Fez-lhe a promessa de que, se eu ficasse boa, me colocaria o nome de Fátima. O que veio bem a calhar, pois, painho gostava do nome Maria e já o tinha até sugerido. Só não o Fátima. Acontece que melhorei, mas quem pagou a promessa foi eu, rum! 
Já ouvi um piadista dizer que o povo faz promessa para  os outros pagarem. Falando nisso, lembrei-me  do meu amado escritor Charles, que pagou uma por muitos anos e ele falou a mesma coisa que eu agora, acho até que foi no livro dele que li essa frase dos outros terem de pagar a promessa dos devedores.

Minha cura resultou em vovó colocar o nome da santa (?) em mim, logo me apresento a você meu querido(a) como Maria de Fátima, mas pode chamar de Fátima como todos me chamam, apesar de eu gostar de Maria, o que é outra coisa muito comum nas cidades pequenas: lhe chamarem pelo nome que você menos gosta. 
É danado um negócio desse, viu!

Quando nasci ninguém tirou foto (buááááááá) e, segundo o que falam, eu era muito fofinha, de olhinho amarelo claro, puxado igual japonesa e cabelo preto. Muito cabelo, sengundo mainha, mas acho que o povo mentiu ao dizer que eu era lindinha porque um bebê cabeludo e ainda por cima de olho puxado é feio demais rapaz. 
Meu irmão mais velho já tinha um ano e oito meses quando nasci. Este ainda não tinha noção do terrorzinho que havia entrado na "casa dele"(rsrs). Minha pele era alva como leite. Mainha dizia que todo mundo queria pegar em mim e me colocavam olhado, por isso vivia m comigo na casa dos rezadores para tirar o mau-olhado que as pessoas invejosas me lançavam. 
Aliás, esse é um costume muito antigo e ainda existente na pequena cidade das pedras soltas. Eu vivia com o braço cheio de “figuinha” para espantar os olhões, mas não tinha jeito. A inveja era grande demais(kkk).

Uma das coisas interessantes na vida de todo ser humano é quando pronunciam as primeiras palavras. Fui atrás de ouvir histórias do tempo em que ainda estava aprendendo para dar muita risada ouvindo-as. 
Assim, perguntei pra minha mãe qual foi a primeira palavra que falei e ela disse que foi mamá (traduzindo: mamar) e não mamãe como a palavra sugere. Têm outras que ela ainda se recorda e as falou para mim, rindo. Até frases ela se recorda.

Com 1 ano e alguns meses, mãe falou que meu irmão  e eu ganhamos um conjuntinho de papinha. O meu era rosa, e do meu irmão, azul, muito mais bonito e tinha uns desenhos e, resolveu estrear o conjunto. Mas não deu certo. Ela nos colocou na mesa e pôs os pratos e a canequinha-irmã ao lado de cada um de nós, e foi fazer aviãozinho para eu comer porque eu me sujava toda se comesse só. Foi quando vi o conjunto do meu irmão, lindo todo azul. Chateada pelo dele ser mais, gracioso, rejeitei o meu e disse:

__Num qué essa pile. (kkkkkkkkk)

Traduzindo: não quero essa colher. Pois é, pile era colher, mamá era mamar, bilacha era bolacha e por aí vai... Essas recordações não são minhas,são de mãe, mas é muito bom saber que ela ainda se recorda.

Esses foram bons tempos. Os tempos da inocência e total dependência dos seres superiores : pai e mãe.

Quem diria que essa história de bonança infantil ao lado da minha mãe estava por desfazer-se para...sempre...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu Sou

 Este lindo poema não é meu, mas defini-me bem, por isso o coloquei como primeiro nessa página.








Eu sou
um poema inacabado
que ninguém nunca leu.

Eu sou
a
paisagem daquele quadro
que o pintor não terminou.

Eu sou
uma
tarde quente de verão
em que não choveu.

Eu sou
Aquele rio que
secou
Antes de alcançar o mar.

Eu sou
aquele sonho bonito
que
ninguém realizou.

Eu sou
a escultura quase perfeita
que caiu da
mão e quebrou.

Eu sou
aquela paixão gostosa
que por medo, alguém
sufocou.

Eu sou
o amor que alguém esperava
mas nunca
chegou.

Eu sou
metade do que eu desejava ser...
o dobro do que eu
nunca esperei!!!

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